domingo, 28 de março de 2010
O QUE SÃO OS CHACRAS DE NOSSOS CORPOS
e também pelos demais corpos:
1- Corpo Físico é o instrumento para o desenvolvimento, aprendizado e experimentação no mundo físico.
2- Corpo Etérico é aquele que permite a ligação entre o Corpo Físico e os demais corpos;
3- Corpo Astral é o molde que estrutura o corpo físico promove a ação de atos volitivos, desejos e emoções.
4- Corpo Mental é o veículo de manifestação do “Eu Cósmico”, como intelecto concreto e abstrato; Mental Concreto ou inferior: é sede das percepções simples e objetivas como de objetos, pessoas, etc. é importante veículo de ligação e harmonização do binômio razão-emoção.
5- Corpo Búdico elabora princípios e idéias abstratas, realiza análise, sínteses e conclusões. É sede das virtudes e de defeitos;
6- Corpo Nirvânico composto pelas três almas – Moral, Intuitiva e Consciencial – veículos e instrumentos do espírito. Suas linhas de força formam o corpo do mesmo, matéria hiperfisica, de sutil quintessenciação. Tem como atributo principal o grande núcleo de potenciação da consciência;
7- Corpo Atmico ou Espírito Essência constitui a Essência Divina presente em cada ser.
Temos sete chacras ou plexos básicos em nosso corpo, os quais são responsáveis pelas distintas energias que atuam em conformidade com determinadas glândulas e órgãos, energizando e nutrindo nosso organismo como um todo, pois para viver,é necessário mais do que oxigênio e alimentos, no sentido comum que conhecemos.Para viver precisamos também da energia do éter (etérica) e de energias mais sutis ainda, desconhecidas em sua maioria.
Passaremos a ver a importância de procurar o equilíbrio de nosso organismo por intermédio dos plexos, conhecer e saber das suas funções e em quais níveis atuam.
4.2 - DESENVOLVIMENTO DOS CHACRAS
Além de manter vivo o corpo físico, os chacras desempenham outra função quando em atividade. Cada chacra etérico possui um chacra astral correspondente, mas como o astral é um vórtice de quatro dimensões, ele tem uma extensão que o chacra etérico não tem, de forma que os chacras etérico e astral não são exatamente coincidentes, mesmo que o sejam nas três dimensões que são comuns a ambos.
O chacra etérico está sempre na superfície do duplo etérico (que corresponde a um plexo nervoso físico), enquanto que o chacra astral está freqüentemente no interior do corpo astral. Os chacras etéricos em plena atividade, ou completamente despertos, transferem para a consciência física todas as qualidades inerentes ao seu chacra correlato no corpo astral.
4.3 - CHACRAS ASTRAIS
Devemos considerar o corpo astral como se, originariamente, houvesse sido uma massa quase inerte, com consciência muito vaga, sem uma capacidade definida de atuação e também sem um claro conhecimento do mundo circundante. Portanto, primeiro aconteceu o despertar do fogo serpentino no homem astral. Uma vez atualizada, essa energia passou para o 2º chacra astral, que corresponde ao esplênico do plano físico, por cujo meio vitalizou todo o corpo astral, capacitando o homem astral a viajar conscientemente, embora ainda com um conceito muito vago daquilo que encontrava em suas viagens.
Depois, a energia, Kundalini, passou pelo 3° chacra astral, o plexo solar físico, e vivificou-o, despertando no corpo astral a faculdade de receber toda classe de sensações, embora ainda sem percebê-las claramente.
O despertar do 4° chacra astral, que corresponde ao plexo cardíaco em nosso plano físico, capacitou o homem a receber e compreender as vibrações de outras entidades astrais e a simpatizar com elas, de modo a conhecer instintivamente seus sentimentos.
A vivificação do 5° chacra astral, correspondente ao laríngeo, conferiu ao homem a faculdade da audição no plano astral, isto é, dotou-o do sentido que, no mundo astral, produz em nossa consciência o mesmo efeito do que conhecemos como audição, no plano físico.
O despertar do 6° chacra astral, o frontal físico, que se situa entre as sobrancelhas, produziu analogamente a visão astral, ou a faculdade de perceber clara e distintamente a forma e a natureza dos objetos astrais, ao invés de sentir-lhes vagamente a presença.
O despertar do 7° chacra astral, correspondente ao plexo coronário, completou a vida astral do ser humano e aperfeiçoou suas faculdades, que mais tarde se desenvolveriam com muita intensidade no plano físico.
A respeito do 7° chacra astral, parece existir algumas diferença quanto ao tipo a que pertença, ou seja, como ele trabalha com altas energias provenientes do alto astral, diz-se que o nível evolutivo do indivíduo determina o tipo do seu chacra coronário.
Em muitos indivíduos, os vórtices do 6° e 7° chacra astrais convergem ambos ao corpo pituitário, que em tal caso é o único enlace direto entre o corpo físico denso e os corpos superiores de matéria relativamente sutil. Existem indivíduos que, embora ainda aliem o 6° chacra com o corpo pituitário, inclinam o 7°chacra até que o seu vórtice coincida com o atrofiado órgão chamado Glândula Pineal, que em tal caso se reativa e estabelece ligação direta com o mental inferior, sem passar pelo intermediário comum do astral.
Madame Blavatski diz que é muito importante acordar essa glâmdula pineal, pois é com ela que podemos aprender a trabalhar os corpos inferiores, dominá-los através de nossa consciência direta e, dessa forma, abrir caminho para a harmonização dos outros chacras, uma vez que os três primeiros estão muitíssimo ligados ao plano emocional baixo, ou seja, às paixões mundanas e são, portanto, difíceis de controlar, pois basicamente 90% de nossas atitudes no dia a dia sofrem interferência direta deles.
Pouquíssimas pessoas conseguem dominar essas paixões através da razão, pois tanto o discernimento quanto a razão são influenciados pelo chacra coronário e pelo frontal. Vemos, então, que é muito importante aprender a energizar e colocar em harmonia todos os chacras do nosso corpo, pois só assim poderemos nos conectar com as consciências superiores dos planos ascencionado e crístico.
A construção dos centros e a sua gradual organização em todos os chacras pode começar em qualquer veículo. Em cada indivíduo, o trabalho começará no veiculo predominante para o tipo especial caracterizado pelo seu temperamento, e só posteriormente se manifestará no plano físico. Assim , teremos que o centro de atividade poderá estar em qualquer dos corpos do indivíduo: físico, astral, mental,causal ou em outro,ainda superior, segundo o temperamento individual, de onde atuará para cima ou para baixo, modelando os demais veículos capazes de servir de expressão a esse temperamento. Em outras palavras, o que quero dizer é que alguns indivíduos possuem a atividade psíquico-emocional muito mais atuante em determinados chacras e, por causa disso, possuem uma inclinação para tipos específicos de temperamento e/ou comportamento.
Ilustrando com um exemplo: pessoas que prendem muito suas emoções, que não dão vazão aos fortes sentimentos, aos romances, que não extravasam as tensões familiares ou não manifestam seus desejos sexuais, etc, possuem uma grande carga de energia concentrada no plexo solar, e isto provoca enorme mal estar na mesma região do corpo físico. É , por assim dizer, a existência de um excesso de energia da Kundalini não purificado atuando diretamente nesse centro energético.
4.4 - SENTIDOS ASTRAIS
De certo modo, os chacras astrais podem ser considerados como os sentidos do corpo astral; mas convém definir melhor este conceito para evitar erros, porque não se deve esquecer que, embora para melhor compreensão, falemos de visão e audição astrais, estas expressões significam a faculdade de responder às vibrações transferíveis à consciência do ego, quando este atua no corpo astral, da mesma forma pela qual transfere para sua consciência as percepções visuais e auditivas recebidas pelos olhos e ouvidos do corpo físico.
Na atuação astral não se necessita de órgãos especializados para obter as percepções dos sentidos, como normalmente conhecemos, pois em todo o corpo astral há matéria capaz de responder às vibrações procedentes do exterior. Por conseguinte, quando o ego atua no veículo astral, ele tanto vê os objetos que estão adiante como aqueles que estão atrás de si, bem como os que estão em cima e também em baixo. Na realidade, existe a percepção completa de tudo o que existe ao redor desse veículo astral. Assim, a rigor, não podemos considerar os chacras astrais como órgãos sensoriais, pois não é através deles que o ser humano físico consegue ter percepção.
Contudo, a percepção astral depende do despertar dos chacras astrais, porque cada um, ao ser plenamente ativado, dá ao corpo astral a virtude de responder a uma nova ordem de vibrações. Como todas as partículas do corpo astral estão constante movimento, assim como as da água em ebulição, todas elas passam sucessivamente pelos chacras e, em cada um, recebem a capacidade de responder a determinada ordem de vibração, de forma que todos os pontos do corpo astral passam a ser igualmente perceptivos. Mas, ainda que a percepção astral seja completa, nem por isso pode o homem transferir para a consciência física qualquer conseqüência da sua atuação no plano astral.
4.5 - DESPERTAR DOS CHACRAS ETÉRICOS
1° - Quando se desperta a plena atividade do chacra esplênico, o homem é capaz de recordar-se de suas viagens astrais, ainda que, às vezes, só parcialmente. Se estimularmos de maneira leve e acidental este chacra, produziremos a sensação de voar pelos ares em sonhos, ou seja, numa projeção astral consciente ou inconsciente, notaremos que possuímos a capacidade de voar, e, em alguns, casos utilizamo-nos propositadamente dessa faculdade.
2° - Com ativação do chacra umbilical, o homem físico começa a perceber toda classe de influências astrais, compreendendo vagamente que algumas delas são amistosas e outras hostis, e também que alguns lugares são agradáveis e outros repulsivos, sem saber claramente o por quê
3° - A vivificação do chacra cardíaco dá ao homem físico o conhecimento intuitivo das alegrias e tristezas do próximo, e, às vezes, o move a reproduzir em si mesmo, por simpatia, as dores alheias.
4° - O despertar do chacra laríngeo capacita o homem físico a ouvir vozes que costumam sugerir-lhes idéias de toda classe. Também, às vezes, ouve musica e outros sons agradáveis. Quando está em plena atividade, traz a clarividência etérica e astral, e também pode proporcionar o dom da oratória.
5° - Vivificando o chacra frontal , o homem poderá ver lugares e pessoas, distantes ou astrais. Nas primeiras fases do desenvolvimento só ocorrem vislumbres de paisagens e nuvens de diversas cores, mas sua plena atividade confere a clarividência.
6° - O chacra fundamental está relacionado à faculdade da visão microscópica, e o seu despertar possibilita a visão de objetos físicos invisíveis para o nosso sentido comum da visão.
O órgão peculiar a esta modalidade de visão é um tubo tênue e flexível de matéria etérica que se projeta do centro do chacra frontal, semelhante a uma serpente microscópica, com uma espécie de olho na extremidade. Esse olho terminal, tanto pode dilatar-se como contrair-se para alterar a potência concêntrica, segundo o tamanho do objeto que se examine. Para examinar um átomo, por exemplo, o clarividente vai empregar o órgão de visão de tamanho adequado ao átomo, e assim por diante.
A serpente projetada do frontal teve seu símbolo no reino egípcio, a cujos sacerdotes era atribuída a clarividência, entre outras faculdades ocultas.
Quando o chacra coronário está plenamente ativado, o ego pode sair através dele e deixar conscientemente o corpo, bem como retornar, sem interrupções, mantendo-se consciente dia e noite. Quando o fogo serpentino (Kundalini) houver passado por todos os chacras , seguindo a ordem particularmente determinada pelo tipo de cada indivíduo, ao término da vida astral, a consciência não precisará se interromper até a entrada no mundo celeste, ou seja, não haverá diferença entre a temporária separação do corpo físico durante o sono e a definitiva, que advém com a morte.
Antes de chegar ao estado a que nos referimos, o homem físico pode ter alguns vislumbres do mundo astral, porque, ás vezes, certasvibrações de insólita violência estimulam e põem algum dos outros chacras em temporária atividade, sem que com isso se cruze o fogo serpentino da Kundalini. Isso, contudo, pode acontecer, determinando uma clarividência espasmódica.
Como fogo serpentino tem sete camadas ou graus de energia, o mais comum é que quem estiver se exercitando para despertar essa energia, só consiga ativá-la em um único grau. Neste ponto, acreditando já ter concluído a sua obra, acabara vendo que não atingiu os resultados esperados e, portanto, terá que reativá-la até aprender a canalizar cada grau energético da Kundalini. Somente quando se aprende a dominar a energia proveniente da Kundalini e do coronário, que é muitíssimo sutil, porém extremamente poderosa, é que se pode sentir a harmonia total e irrestrita dentro do próprio corpo, pela própria vontade de cada um.
4.6 - OS SETE CHACRAS PRINCIPAIS
1° - Chacra Raiz ou Básico
Situa-se na base da coluna vertebral, recebe energia da Terra e relaciona-se com a coluna vertebral (Kundalini), tanto quanto com os órgãos genitais e com a ativação dos desejos. Este chacra possui 4 Raios, corresponde-se com a forma geométrica quadrada ou com a cruz, tem a cor vermelho-alaranjado como predominante.
Vibração – YORIMÁ
2° - Chacra Esplênico
Situa-se no lado esquerdo do umbigo, um pouco para o alto (em baixoda costela), mais especificamente no baço, recebe energia do Sol e relaciona-se com curas e emoções, bem como com o fígado, rins e intestinos. Este chacra possui 6 Raios, corresponde-se com a forma geométrica semi-circular (meia-lua) e com as cores vermelho, alaranjado, amarelo, verde e azul.
Vibração – OXOSSI
3° - Chacra Umbilical/Plexo Solar
Como o nome indica, situa-se no umbigo, está relacionado com as emoções e recebe a energia primária Divina. Lembremo-nos de que o cordão de prata também está ligado a este chacra, que possui 10 Raios, corresponde-se com a forma geométrica triangular e com os vários matizes do vermelho, além do verde.
Vibração – OGUM
4° - Chacra Cardíaco
Situa-se no coração, relaciona-se com a compreensão e com relacionamento social e recebe a energia primária Divina. É extremamente brilhante, na cor de ouro., possui 12 Raios e corresponde-se com a forma geométrica hexagonal.
Vibração – XANGÔ
5° Chacra Laríngeo
Localiza-se na laringe, relaciona-se com o poder do Verbo e com o sentido da audição e recebe energia superior. Este chacra possui 16 Raios, relaciona-se com a forma geométrica circular, e também com as cores azul, com verde e prateado.
Vibração – YORI
6° Chacra Frontal
Encontra-se na nossa testa, sobre a glândula pineal, e se divide em duas metades: uma rosada-amarela e a outra azul-elétrico. Este chacra recebe energia cósmica primária, relaciona-se com a forma de duas meia-lua e contém 48 Raios em cada um de suas partes, donde resultam 96 Raios.
Vibração – YEMANJÁ
7° Chacra Coronário
Localiza-se sobre a hipófise e é o mais brilhante de todos os chacras. Tem a forma de uma coroa dourada e branca, em cujo interior as cores se alternam, predominando a cor Violeta.
Vibração - ORIXALÁ
4.7 - KUNDALINI
A energia da kundalini, ou fogo Serpentino do nosso corpo, procede do laboratório do Espírito Santo, no centro da Terra, que é um globo ígneo geocêntrico, ou a cúpula de onde emanam os Raios femininos que entram pelo lago Titicaca e os Raios masculinos, que entram pelo Himalaia:
Titicaca – Deuses Meru
(aspecto femenino)
Himalaia – Deuses Himalaia
(aspecto masculino)
Está energia da kundalini, é produto do calor material, contrasta profundamente com a vitalidade oriunda do nosso Sol, que é uma energia sutil. A kundalini, ou fogo serpentino, reside no núcleo vital dos corpos radioativos como o Radio. Em nosso corpo, ela reside ao redor da última medula ou na base da espinha, perto do cóccix.
São sete esferas, uma dentro da outra, mas só na externa a kundalini está ativada; nas restantes, ela está em estado de latência. Quando ativamos as outras camadas de energia, por assim dizer, a Kundalini passa a ativar os chacras por onde passar e, de acordo com a vibração energética de cada chacra, haverá uma ressonância distinta.
É muito perigoso procurar ativar chacras como o coronário ou o frontal, sem antes saber dominar a energia da kundalini desde a sua base, pois pode ocorrer mudança energética em qualquer um dos estágios e provocar sérias complicações.
A kundalini tem que ser controlada na sua essência.
Devemos, primeiramente, aprender a controlar os sentidos a que se relacionam os nossos chacras. Por exemplo: se trabalharmos somente o chacra fundamental, devemos dominar todas as paixões básicas, do sexo à afetividade, que normalmente são muitíssimo fortes no ser humano. Após aprender a controlar as sete esferas da kundalini no chacra fundamental, poderemos passar para o chacra seguinte e assim por diante.
A nossa espinha dorsal possui três canais para três tipos distintos de vibração energética (normalmente, sabe-se da existência de apenas dois tipos de vibração: a passiva e a ativa), dos quais resultam dez explosões que atingem os chacras ou fontes energéticas adormecidas(meridianos do corpo), que vão promover o despertar de determinadas faculdades do corpo, muitas vezes desconhecidas, como, por exemplo, o poder de cura pelas mãos.
Os chacras podem possuir tamanhos e brilho distintos, relacionados com a energia que cada indivíduo neles transporta com maior freqüência, ou seja, nós temos a tendência a utilizar alguns chacras mais do que outros e, dessa forma, proporcionamos o seu maior ou menor desenvolvimento, é por este motivo que, quando o indivíduo trabalha somente os baixos chacras , terá maior dificuldade em se libertar das energias densas com as quais está acostumado, impedindo, muitas vezes, que as energias mais sutis penetrem por completo em seu organismo, provocando distúrbios orgânicos no plano astral-fisico.
Muitas doenças são inicialmente criadas em nosso plano astral, porém elas vão, com o tempo e conforme a intensidade transportadas para o nosso plano físico, provocando as doenças e desequilíbrios relacionados com cada órgão e o seu respectivo chacra.
Devo salientar que de todos os nossos chacras, o mais poderoso, quando devidamente ativado, é o coronário, pois é um radiante foco de luz que nos mantém ligados com as outras dimensões superiores.
A kundalini é a involução da própria energia cósmica; a luz primária universal que, tendo descido à Terra, precisa subir novamente; precisa evoluir mediante a kundalini e através do homem, fisicamente encarnado, que deverá recalibrar esta energia até ela se iguale à sua parte Divina.
Extraído do livro A Era de Ouro de Saint Germain
Rodrigo Romo – Editora Madras
OBS: as Tabelas abaixo foram extraídas do site da Ordem de Umbanda do Cruzeiro do Sul (www.nativa.etc.br)
Chakra Sasharara
Plexo
Coronário
Funcionamento
Está, ligado à glândula pineal (epífise) e ao córtex cerebral, alimenta o cérebro superior e o olho direito. O Chakra Coronário é responsável pela maior captação de energia cósmica, bem como por estabelecer contato com as esferas superiores do Universo. Está associado à conexão da pessoa com a sua espiritualidade e à integração de todo o seu ser físico, mental e espiritual. Vai além do mundo físico e cria no indivíduo um sentido de totalidade. A energia do prana, captada por esse Chakra, alimenta os demais centros de força e auxilia na meditação, suprindo-nos de vida cósmica. Simboliza a sabedoria intelectual dos governantes. Tornou-se hábito a utilização da coroa na cabeça dos governantes, representando o desenvolvimento desse Chakra.
Desequilíbrio
Seu desequilíbrio nos deixa fora de sintonia com a espiritualidade, provocando depressão por não encontrarmos significado na vida. Faz nos sentirmos separados de todo e desconectados da unidade. Devido ao seu desequilíbrio, a pessoa não estabelecerá o intercâmbio com a espiritualidade, perdendo com isso a oportunidade de crescer e evoluir nesta existência.
Atributo
Fortaleza
Somatiza no
Sistema nervoso, sistema muscular, esqueleto e pele.
Energia positiva
Paciência
Energia negativa
Ira
Chakra Ajná
Plexo
Frontal
Funcionamento
Estando ligada a hipófise (pituitária), alimenta a parte inferior do cérebro, olho esquerdo, ouvido, nariz e o sistema nervosa parassimpático. Regula as atividades inteligentes, é o ponto de abertura da visão interior, espiritual e inspiração. Associado à implementação de idéias criativas.
Desequilíbrio
Seu desequilíbrio provoca desinteresse pelo presente e medo do futuro, fazendo com que se manifestem idéias e conceitos mentais confusos e geralmente negativos, que podem criar obsessão mental ou perturbação psíquica. Há ainda memória fraca, dando a sensação de estar no "espaço", problemas de sono, sonhos perturbadores e alucinações.
Atributo
Respeito
Somatiza no
Cérebro, olhos, nariz, pituitária (hipófise).
Energia positiva
Firmeza
Energia negativa
Leviandade
Chakra Visuddha
Plexo
Laríngeo
Funcionamento
Controla a expressão verbal, influindo também sobre o sistema auditivo. Responsável pelo rejuvenescimento e longevidade. A característica desse Chakra é o sucesso; sua expansão proporciona satisfação no trabalho e nas tarefas da vida das pessoas, mantendo-as bem ajustadas e conseqüentemente bem-sucedidas.
Desequilíbrio
Em torno da voz, gagueira, vertigens, fadiga, asma, doenças metabólicas, obesidade, causa incertezas, indecisões, dúvidas e desânimo, afetando a auto-expressão e a prosperidade.
Atributo
Entendimento
Somatiza no
Tiróide, traquéia, esôfago, vértebras do pescoço, garganta e boca, incluindo os dentes, gengivas e região maxilar.
Energia positiva
Esperança
Energia negativa
Receio
Chakra Anâhata
Plexo
Cardíaco
Funcionamento
Regula as emoções e os sentimentos, tais como simpatia, ternura, compreensão e compaixão. É a sede do eu superior onde se assenta a alma humana. Controla a integração de nossas forças superiores e inferiores, equilibra a auto-estima e a capacidade de dar e receber amor. Quanto maior e mais aberto esse Chakra estiver, maior a capacidade de amar a si e aos outros. Tem capacidade de transformar as energias do cosmo em energia de cura física. A harmonia deste Chakra acentua as atividades positivas, no tocante a realização de coisas da vida, e faz ver as outras pessoas como sustentáculos, destacando a perfeita harmonia entre as vontades humanas e as leis divinas. Exerce influência na circulação sanguínea. Alimenta o coração, sangue, nervos e vasos sangüíneos, é responsável pelo funcionamento adequado do sistema imunológico e relaciona-se ao timo.
Desequilíbrio
Traumas ligados a relacionamentos afetivos afetam diretamente a região cardíaca, provocando o desequilíbrio neste Chakra. Quando ocorrem bloqueios, o potencial do amor e compaixão transforma-se em luxúria; a auto-estima é prejudicada e a vontade individual enfraquecida, gerando a falta de criatividade e tornando as pessoas excessivamente sensíveis às influências e opiniões. Há problemas de relacionamento com o mundo exterior, sensação de falta de intercâmbio amoroso e um angustiante vazio dentro do peito.
Atributo
Sabedoria
Somatiza no
Coração, pulmão, ombros, costelas, seios, diafragma, sistemas circulatório e respiratório.
Energia positiva
Humildade
Energia negativa
Soberba
Chakra Manipura
Plexo
Esplênico
Funcionamento
Atua diretamente no baço e pâncreas, é importantíssimo para a secreção das glândulas e órgãos endócrinos. Responsável pela vitalidade dos nervos. Através desse Chakra, tratam-se, as doenças da bexiga, a menstruação, as cólicas, colite, febre, diarréia, anemia, diabete, câncer, etc. Sua energia flui pelo revestimento medular dos nervos (não pelas fibras) e é distribuída para todas as partes do corpo. O excesso de energia absorvida pelo Esplênico, que não for usada pelo organismo, é expelido pelos poros em forma de emanação energética. Quanto maior sua absorção, mais poderoso o magnetismo pessoal, muito utilizado nos trabalhos de cura.
Desequilíbrio
Os bloqueios desse Chakra são geralmente causados por problemas emocionais, dificuldade em dar e receber e intensidade de prazer ou dor, manifestando histeria e vícios;excesso de preocupação com o futuro, com o bem-estar dos outros e com a preservação. Medos e ressentimentos sobre o sexo, causando experiências sexuais traumáticas ou dificuldades no parto. Pode ocorrer uma falta generalizada de vitalidade, perda de juventude e diminuição do magnetismo pessoal. O desequilíbrio do Chakra Esplênico afeta o sistema digestivo inferior, podendo causar alterações das substâncias químicas nos intestinos e no estômago, causando úlcera e até câncer. As glândulas de secreção interna (ovários, testículos, pâncreas, rins, tireóides e pituitária), deixam de expelir sua secreção para a corrente sanguínea, causando disfunção orgânica e doença.
Atributo
Vontade
Somatiza no
Pâncreas e baço.
Energia positiva
Prudência
Energia negativa
Arrebatamento
Chakra Svasdisthana
Plexo
Gástrico
Funcionamento
Atua no estômago, intestino, e a todos os órgãos do aparelho digestivo, afeta o sistema nervoso e simpático. Tratam-se, através desse Chakra, doenças dos ossos, paralisia, gota, dores de cabeça, etc. Influi nas emoções e através dele percebemos as emanações hostis ou vibrações afetivas do ambiente.
Desequilíbrio
Seu desequilíbrio provoca timidez, egoísmo, narcisismo, egocentrismo vários tipos de medos, que geram propensão para a raiva e violência;na dificuldade de expressar a autoconfiança e criatividade, incapacidade de se colocar em sintonia com as pessoas, locais e carência de auto-estima.
Atributo
Justiça
Somatiza no
Aparelho digestivo em geral.
Energia positiva
Generosidade
Energia negativa
Egoísmo
Chakra Muladhara
Plexo
Básico - Sexual
Funcionamento
Tem a função de captar e distribuir a força primária para todo o organismo e acionar o Kundalini, que serve para reativar os demais Chakras. Essa energia sobe pela coluna, alimentando-a. Sua potência física combina com a vontade de viver, dá ao indivíduo uma presença de força e vitalidade e se encontra bem fundamentada na realidade física. Faz com que a forte vontade de viver ative os demais Chakras e a pessoas ao redor, recarregando-lhes o sistema de energia. É o Chakra responsável pelo estímulo sexual, desperta o desejo do ato sexual, proporcionando orgasmos tão intensos que as pessoas, com este Chakra desenvolvido, tendem a direcionar sua vida através da relação sexual.
Desequilíbrio
Quando ocorrem bloqueios ou desequilíbrios, podem aparecer: problemas de coluna, hemorróidas, instabilidade social e emocional, uso incorreto da vontade, o sentir-se impotente diante das situações, insegurança, desespero, medo e falta de praticidade. Além de preocupações excessivas com as coisas da matéria, ganância, descontrole dos aspectos instintivos e sexuais. Seu desequilíbrio pode manifestar-se por impotência sexual e frigidez. Inclusive, devido a sua importância a sua aplicação inadequada pode causar outros distúrbios, por isto é inadequada a prática de sexo anal.
Atributo
Regeneração
Somatiza no
Orgãos reprodutores e reto (esfincter). Atua nos órgãos do aparelho genital, urinário, reprodutor, útero e próstata, etc. Nessa região, tratam-se as doenças do sangue, fígado, bexiga, inflamações e qualquer espécie de hemorragia, como também qualquer anomalia dos órgãos relacionados.
Energia positiva
Castidade
Energia negativa
Luxúria
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[*] Estudo desenvolvido pela médium Maria Odete Tupper
TRANSE E POSSESSÃO VISTA PELA CIÊNCIA E RELIGIÕES
Existem ampla biografia e pesquisadores que discutem problemas relacionados com o fenômeno do TRANSE e da POSSESSÃO. Aqui apresentarei uma síntese da opinião de alguns desses, que relatam a diferença entre TRANSE RITUALISTICO e TRANSE PATOLÓGICO , o significado de POSSESSÃO e os tipos de MEDIUNIDADE.
Um breve relato também, é apresentado sobre o uso de certos medicamentos alucinógenos e/ou causadores de transtornos comportamentais, que em décadas passadas, eram utilizados para controle da Epilepsia.
Hoskins – 1975, distingue três fenômenos diferentes: A MEDIUNIDADE, que designa genericamente o fato da comunicação entre Homens e Espíritos, não se confundindo com a possessão, o TRANSE, que se refere a alterações orgânicas e fisiológicas no estado corporal tido como “normal”; e a POSSESSÃO, definida geralmente como um estado de consciência, “alterada”, no qual o individuo experimenta no próprio corpo a manifestação dos seres em cuja existência acredita. Havendo assim, TRANSE sem possessão e POSSESSÃO sem transe, sendo o mais freqüente a associação dos dois fenômenos. Poderão observar que, a significação desses três termos, nem sempre é o mesma, alterando-se de autor para autor.
Outro conceito de TRANSE é apresentado pelos centros (seitas) espíritas brasileiros (Kardec, Umbanda, candomblé...), que é o TRANSE RITUAL (Personificação verbal). Que desempenha função assistencial na saúde da população de diversas classes, tendo o seu próprio método para abordar e lidar com os transtornos mentais e do comportamento, fazendo com que o indivíduo adquira controle sobre o seu transe.
3.2 - MEDIUNIDADE
Mediunidade é a ação consciente ou inconsciente dos seres encarnados, pois todos da chamada classe dos Racionais e alguns Irracionais possuem este Dom. A Mediunidade se divide em dois grupos principais e distintos, à saber:
Mediunidade Psíquica ou intuitiva
Mediunidade Somática ou mecânica
MEDIUNIDADE PSÍQUICA OU INTUITIVA: é aquela em que o médium, escuta palavras formarem-se no cérebro e as escreve (ou transmite) de livre e espontânea vontade. Como na maioria das vezes, a transmissão é rápida demais. Há neste grupo de mediunidade a possibilidade de que o médium escute uma coisa e transmita outra, ou melhor dizendo, escuta uma frase completa e dá-lhe sua própria interpretação, porém, na maior parte das vezes, contraria o sentido original do que foi recebido.
MEDIUNIDADE SOMÁTICA OU MECÂNICA: é aquela em que o Espírito domina e utiliza parte do corpo do médium, ou o todo, independentemente e sem possibilidade de intervenção do mesmo.
Em ambos os grupos de Mediunidade acima mencionados, encontram-se os seguintes tipos de mediunidade, em ordem decrescente em grau:
8) CLARIVIDÊNCIA
7) VIDÊNCIA
6) PSICOGRAFIA
5) PSICOMETRIA
4) AUDIÇÃO
3) CURADORA
2) PASSISTA
1) INCORPORAÇÃO (Mediunidade de Prova)
Todos os seres encarnados possuem estes sete tipos de Mediunidade, quer seja só de um grupo ou de ambos, latente à espera de um desenvolvimento (ou aprimoramento), porém tem sempre acentuado em especial, um dos tipos, que será a sua Mediunidade na presente existência.
Exemplo: é passista, curador, porém tem na incorporação o tipo mais intenso, pelo qual se desencubirá dos demais.
CLARIVIDÊNCIA: é a atuação de uma vibração na mente do médium, descrevendo através dela quadros possíveis de acontecer, dependendo do fator TEMPO.
VIDÊNCIA: é uma mentalização material, inata, podendo ver coisas materiais, passadas em outro local e/ou espirituais, de olhos abertos e de frente.
PSICOGRAFIA: é a faculdade mediúnica de receber vibrações, que os fazem transcrever mensagens espirituais.
PSICOMETRIA: Faculdade de ler impressões e recordações ao contato com objetos e documentos comuns, perceber o lado oculto do ambiente. Tida, também, como uma outra modalidade da CLARIVIDÊNCIA em que os objetos servem para fornecer pistas ao psicômetra.
AUDIÇÃO: é aquela em que o médium ouve vozes, transmitindo as boas e más notícias.
CURADORA: é a faculdade inata e esclarecedora da cura, através de conselhos, ervas, etc.
PASSISTA: é a capacidade de movimentar vibrações através de passes para equilibrar e fortalecer as forças positivas e diminuir e também equilibrar, as forças negativas.
INCORPORAÇÃO: é a faculdade de entregar o seu corpo à vibração do plano astral, facilitando a comunhão do Espírito Comunicador com as vibrações materiais do seu corpo, para que, através do mesmo, seja dado o socorro, a ajuda, enfim o esclarecimento e tudo necessário aos eternos pedintes que somos.
MÉDIUM: é o intermediário entre o plano físico (ou material) e o plano espiritual. Levando-se em conta os sete tipos principais de Mediunidade, cremos que 80% dos médiuns existentes têm como classificação primordial a INCORPORAÇÃO, porquanto este orbe é um planeta presídio e de expiação de faltas cármicas. Os 20% restantes está proporcionalmente distribuído entre os restantes tipos de Mediunidade. Fazem parte fundamental do currículo do médium, que entende a sua missão, os seguintes quesitos voluntários:
HUMILDADE
OBEDIÊNCIA
FÉ
DESPRENDIMENTO
DISCERNIMENTO
PROPÓSITO
FIM
O Fim é o aprimoramento que o médium procura em todos os outros quesitos e é vislumbrado quando o Ser percebe que o uso condigno e confiante da Mediunidade, tem valia em algo de bem e de bom para alguém. Todo o Ser é um iniciado em potencial, ignorando de início o Modus Operanti, utilizando-se do seu Livre Arbítrio, estudando o fenômeno, progredirá de acordo com a intensidade de suas qualidades essenciais.
Por esta razão, nem todos os médiuns têm progresso idêntico. Ser médium é em síntese, ser um pesquisador constante, que inicia por conhecer-se à si próprio, descobrindo e equilibrando suas forças positivas e negativas, para depois então, e só então, partir para o estudo do Universo que o rodeia.
3.3 - TRANSE PATOLÓGICO
Mostrarei, a seguir, três casos que comportam um diagnóstico médico: Epilepsia do lóbulo temporal, a Enxaqueca e a Síndrome de Tourette (TRANSE PATOLÓGICO) e após, darei um breve relato sobre TRANSE RITUALISTICO.
Algumas crises neurológicas (Epilepsia), neuropsiquiátricas (Síndrome de Tourette) ou psiquiátricas (Esquizofrenia, Histerias...) podem se manifestar por sensação de horror e medo, por violências, convulsões (febre alta em crianças entre 6 meses a 5 anos), por lançar enfermo ao solo, falar “línguas estrangeiras”, episódio de êxtase místico, preocupações religiosas, compulsões, podendo ocorrer sentimentos de bondade extrema. Muitos atribuem esses sintomas, ao uso de medicação empregada como o Fenobarbital na panacéia anti-epilética que promove o barbiturismo, isto é, a combinação de sonolência com transtornos cognitivo-comportamentais em grau variado. Muitos dos seus usuários, prisioneiros do próprio tratamento, foram iatrogenicamente transformados em pacientes psiquiátricos e encaminhados para “tratamentos especializados” em deprimentes masmorras psiquiátricas espalhadas por todo o país, de onde poucos saíam, e vivos menos ainda. Além disso, depressão grave induzida pelo uso prolongado, é por demais freqüente para ser ignorada e deveríamos dar um basta definitivo na tragicomédia representada pela prescrição de drogas anti-depressivas para o tratamento deste comum efeito colateral.
Doença cerebral caracterizada por convulsões devida a febre alta; a Epilepsia pode se manifestar na população em função de condições precárias existentes no Terceiro Mundo, tais como falta de higiene, falta de saneamento básico, problemas nutricionais, atendimento médico insuficiente e de baixa qualidade como no caso dos portadores de Epilepsia causada pela Hipertensão Arterial ou por AVC (Acidente Vascular Cerebral). A Epilepsia é o mais comum dos distúrbios neurológicos. Ministério da Saúde não possui dados para afirmar o número de portadores da doença no Brasil. Estima-se que alcançam 5 milhões na América Latina e no Caribe.
A Disritmia do Lobo Temporal pode acarretar dentre os mais diversos casos de transtornos psiconeurológico, a tão conhecida Enxaqueca, trazendo episódios definidos como visão da aura, quando então são vistas luzes brilhantes muito similar as visões místicas. Há entre a Epilepsia e a Enxaqueca uma conexão ainda não devidamente esclarecida. Porém, um brilhante cientista brasileiro, Drº Aristides Leão, deu uma enorme contribuição para a causa, descrevendo essa conexão como o fenômeno da depressão alastrante, provável chave para a cura definitiva do problema, sendo ignorado pelos médico. Na verdade, está bem longe de constituir raridade, ver enxaqueca e epilepsia entrelaçadas em um mesmo indivíduo. Entretanto, é exageradamente freqüente, ver sofredores de genuínas enxaquecas como portadores de típicas Epilepsia.
A Síndrome de Tourette, que é um transtorno psico-neurológico, interpretada, erroneamente, como possessões do “demônio” por fazer com que a pessoa profira palavras estranhas (aglossolalia – sons desconexos), está relacionada com a base genética, muito comum no sexo masculino, apresentando características como, tiques motores (puxar a cabeça, entortar o pescoço, se morder, fazer caretas); ou vocais: gaguejar, pigarrear, fungar, estalar língua. A coprolalia é bem mais rara (falar palavrões e obscenidade) . A Pessoa não precisa ter os dois grupos de sintomas. Os tiques se repetem inúmeras vezes todos os dias, por anos. É possível controlá-los por um curto período, sendo que geralmente voltam num acesso bem forte em seguida. Quase todos os tiques podem ser completamente controladas com medicação, mas ainda não existe cura completa. Quanto mais cedo se trata melhor, principalmente para evitar que a criança seja estigmatizada.
A neurociência permite que essas pessoas, com diagnóstico de um desses transtornos, possam ser tratados adequadamente, em vez de serem considerados como iluminados, paranormais, mediúnicos... Entretanto, delirar e alucinar com isso ou aquilo dependerá do psiquismo de cada um. Mesmo assim, há controvérsia.
O estado de TRANSE e de POSSESSÃO (ACID – Classif. Internacional das Doenças). Trata-se de um transtorno caracterizado por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente. Devem ser incluídas nesse diagnóstico somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluída aqueles de situação admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito. Em que o transe é voluntário e ocorre no momento em que isso lhe é adequado. Para que o quadro seja reconhecido como estado de transe e possessão não deve ser voluntário.
O DSM-IV (Classif.de Doenças Mentais da Associação Norte-Americana de Psiquiatria), por sua vez, classifica o mesmo quadro como TRANSTORNO DISSOCIATIVO. Esta categoria se destina a transtornos nos quais a característica predominante é um sintoma dissociativo (isto é, uma perturbação nas funções habitualmente integradas da consciência, memória, identidade ou percepção do ambiente. Exemplo: Lavagem Cerebral, reforma de pensamentos ou doutrinação em cativeiro.
Estes foram os tipos de TRANSES PATOLÓGICOS ditos como transtornos mental ou doença cerebral onde o transe é involuntário com lesão de lobo temporal. Deixando claro que uma coisa não tem nada haver com outra. A faculdade mediúnica, algumas vezes, é um indício de um estado anormal, mas não patológico; há médiuns de saúde vigorosa; os que são doentes, o são por outras causas. A mediunidade não produzirá a loucura quando o princípio não exista; mas, se o princípio existe, o que é fácil de se reconhecer pelo estado moral, o bom-senso diz que é preciso usar de cautela sob todos os aspectos, porque toda causa de agitação pode ser nociva. Quando o médium está desenvolvido, seus transes passam a ser ritualísticos e mais controlados, podendo entrar e sair de um transe, controlando agora o que antes se manifestava de forma desordenada e descontrolada,, causando-lhe medo, dissociação, mal-estar e sofrimento. Esse medo só ocorre, porque a pessoa acredita num mundo paralelo, no mundo dos fantasmas. Se ele crer nisso é porque pressente a existência deles. Não deixando de ser um sinal de fé. Arrepios, palpites e adivinhações, telepatias e outros dons semelhantes, são sem dúvidas, outra indicação da mediunidade.
Cristina Pozzi Redko é uma Antropóloga que publicou interessante trabalho sobre Cultos de Aflição entendendo-se esse tipo de culto como aquele para o qual se dirigem pessoas aflitas e em busca da resolução de problemas concretos do cotidiano. Com esse enfoque, a religiosidade é usada para resolver problemas que dizem respeito a doenças, dificuldades amorosas, financeiras e problemas familiares, sem descartar, em determinados casos, o fato do problema ser de ordem médica, no que estaria, se assim fosse, protelando perigosamente um tratamento médico adequado.
Segundo um pesquisador chamado Fernando Portela, Psiquiatra, relata que, a maioria das pessoas que se apresentam em TRANSE não são, decididamente, portadores de nenhuma patologia psiquiátrica. Trata-se da influencia de elementos sócio-culturais na representação da realidade. A influencia da cultura nos sentimentos, afetos e comportamentos não deve ser, por si só tomada como doença mental.
Quando estudamos seitas espíritas ou centros, encontramos um fenômeno único sobre o qual assenta-se toda a diversidade dos seus rituais e crenças: O TRANSE RITUALISTICO e o FENÔMENO DE POSSESSÃO.
Os centros espíritas (seitas) oferecem aos seguidores uma terapia transcultural baseada no transe ou mediunismo, recebendo nomes como “desenvolvimento mediúnico”, “assentamento do santo”, etc. dependendo de sua origem. Esta forma de psicoterapia, não verbal e dessensibilizadora, ocorre em sessões repetidas até o desaparecimento dos sintomas e restabelecimento do equilíbrio emocional da personalidade. Ocasião em que muitas vezes acontece a conversão do padecente, agora curado, na fé professada pelo culto. Os indivíduos que se beneficiam desta transiterapia são via de regra aqueles que sofrem de todos as formas de transtornos dissociativos (ou conversivos) e suas múltiplas nuanças (estas nem sempre reconhecidas pela maioria dos psiquiatria). Também as fobias simples, o transtorno do pânico, transtorno no stress pós traumático, a maioria das funções sexuais, etc. condição que apresentam fenomenologia dissociadas as dissociativa (isto é, que dissipa, descarrega facilmente), muitos se beneficiam com esta forma de psicoterapia transcultural.
Os transe ritual comumente visto nos centros e terreiros, além de fazer um regulagem psico-social, produzem uma intensa descarga de energias efetivas patogenicamente represadas, produzindo autoregulação orgânica e bem estar biopsicossocial. Podendo ser induzido artificialmente ou espontaneamente e é de natureza reversível, havendo pessoas com maior facilidade para esse fenômeno que outras. Podendo ser facilitado e controlado pelo treinamento. Sua manifestação pode ser inconsciente, com sensações de bem estar É um mecanismo que destina a integrar funcionalmente o sujeito dentro de um complexo cultural.
A formação de um médium começa pela seleção dos pacientes nervosos, identificados como médium NÃO desenvolvidos. Os que não se adéquam à este diagnóstico espiritual são enviados aos médicos e psicólogos. As pessoas procuram um centro espírita por necessidade ou por pressão de sua própria cultura. Muitos são padecentes nervosos que encontram em um centro de sua comunidade alívio e cura para os seus males. Um médium reconhece a outro médium, e o distúrbio do padecente é tido como uma resistência à livre expressão da mediunidade, portanto, o tratamento será o “Desenvolvimento da mediunidade”, que consiste em fazer o padecente manifestar seu transe em dias e horários fixos, as “sessões de desenvolvimento”. Esse critério é o único que levará a pessoa a aprender a controlar seus transes, cujo desconhecimento e sintomas levam ao medo, ansiedade e somatizações variadas, de natureza quase sempre dissociativas, infelizmente pouco percebidas pela maioria dos nossos psiquiatras, formados numa cultura distanciada do popular.
Na Umbanda, essa pessoa poderá incorporar no ponto de chamada, de acordo com a tipicidade da linha (caboclo, criança, exu...), normalmente terá de cumprir todas as ordens da hierarquia do terreiro. Tudo com muita cautela e tempo de treinamento, que para se chegar a isso, o médium passa uma dificuldade de saber o que fazer dentro do terreiro. Ele está incorporado com o Orixá, sentindo toda sua energia, mas ainda falta muito para dar o passo certo como cavalo bem domado, chagando mesmo em alguns momentos achar que o espírito se afastou, fato explicado impulso mental do médium. Dificilmente um médium é sonâmbulo (inconsciente), sendo o mais comum o médium consciente, aquele que sabe o que está acontecendo mas não tem controle das palavras e dos gestos, criando uma espécie de fusão do espírito do médium com o espírito comunicante, formando-se uma terceira energia. É impossível a comunicação pura do espírito. O importante é a presença do espírito, com maior ou menor intensidade. Com o tempo esse médium ganha seu charuto , cachimbo ou cigarro de palha, conforme a entidade, e é quando ele começa a se acalmar, até procurar um lugar para sentar. Daí para riscar o ponto é bem mais rápido. Então, quando o médium está desenvolvido, seus transes passam a ser ritualísticos. Sobre a responsabilidade moral dos atos praticados por pessoas em transe, apesar de se falar que, em transe, as pessoas fazem muitas coisas que jamais fariam fora deste estado e que não controlam sua vontade, afirma-se que a entidade incorporada não pode levá-las a praticar atos contrários a seus princípios morais ou que extrapolam seus limites.
Em hipótese alguma, o médium em desenvolvimento deverá tentar adivinhar o nome do espírito; não querer riscar o ponto sem antes estar bem assentado com a entidade; não tentar dar avisos e recomendações a ninguém e não pensar que esse espírito é seu, porque espírito não tem dono. Tudo isso é um erro e atrapalha bastante a evolução da mediunidade, afirma Pai Fernando da Umbanda Pés no Chão – site de Pai Maneco.
A função terapêutica do transe e possessão ritual em nossa cultura foi pela primeira vez reconhecida pelo psiquiatra carioca Jacques Mongruel (1947), numa nota apresentada ao I Congresso Interamericano de Medicina, ocorrido em 1946 na cidade do Rio de Janeiro, em que estabeleceu as bases par um fenômeno cultural que denominou de “Transe Psicautônomo”, ou seja, uma manifestação psíquica espontânea de natureza autônoma.Chamando a atenção da comunidade médica brasileira para as “escolas de médium”. Nelas, o padecente são submetidos a sessões de “desenvolvimento da mediunidade”. Levam-se semanas ou meses até que estes indivíduos adquirem domínio sobre os seus transes, e aqueles que aprendem a recuperar os emocionalmente desajustados são selecionados para trabalharem como médiuns no centro. Quando o indivíduo adquire controle sobre o seu transe no ambiente deste local (centro ou seita), muitas vezes passa a falar com lucidez e equilíbrio, aconselhando, julgando com ponderação, etc, o que Mongruel chamou transe de “personificação verbal” é o que hoje denominamos de “transe e possessão”.
Para melhor diferenciação, devemos conceituar estes termos conforme encontramos n'A Gênese (GEN - Cap XIV - itens 45 a 49): Possessão não é invariavelmente, uma obsessão. Isto é, substituição, posto que parcial, de um espírito errante a um encarnado.
a) Obsessão é a ação persistente que um mau Espírito exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, desde a simples influência moral sem sinais exteriores sensíveis até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.
b) Possessão é a ação que um Espírito exerce sobre um indivíduo encarnado, substituindo-o temporariamente em seu próprio corpo material. Esta ação não é permanente considerando que a união molecular do perispírito ao corpo opera-se somente no momento da concepção.
A ciência e a Religião não puderam se entender até hoje, porque, cada uma examinando as coisas sob seu ponto de vista exclusivo, se repeliam mutuamente. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse; esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Essas relações, uma vez constatadas pela experiência, uma luz nova se fez: a fé se dirigiu à razão, a razão não encontrou nada de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido.
A psiquiatria oficial não reconhece os sinais e sintomas do transe. O choque de linguagem entre culturas da psiquiatria científica e do padecente proporciona um conflito entre ciência e mito, resultando freqüentemente na resistência deste último, que acabará indo à algum desses centros ou seitas espíritas.
3.4 - Conclusão:
Devido ao modelo assistencial da saúde mental ser extremamente caro. Seria muito interessante se órgãos oficiais integrassem com os centros ou seitas espíritas que, via de regra, são mantidas pelas próprias comunidades e desempenham um importante papel social. Líderes espirituais poderiam ser treinados nos rudimentos da psicoterapia, afim de aperfeiçoarem o seu trabalho e ampliar o alcance assistencial para população.
Bibliografia:
- Internet: Transe nas religiões Afro-Brasileiras (versão preliminar) – Dr.Sergio Ferretti
- ALLAN KARDEC - O livro dos Médiuns. 1987.
- Internet: Artigos tirados de documentários e sites de Umbanda.
quarta-feira, 24 de março de 2010
VEJA AQUI VÍDEOS ESCLARECEDORES
ORAÇÃO DE ENCERRAMENTO
A Xangô-Caô, que do Oriente fez vibrar sobre nós os seus ensinamentos mantendo as nossas mentes em absoluta firmeza e segurança;
A Iemanjá, consentindo que na prodigiosa Força da Purificação de Suas Águas, lavássemos todas as impurezas dos nossos corações;
À nossa Mãe Oxum, permitindo que o seu bondoso coração extraísse do intimo dos nossos, o fel dos maus instintos;
A Xangô, que do alto de Sua Pedreira projetou em nossas mentes, luminosas irradiações, que nos permitirão tratar com mais serenidade e justiça, os nossos semelhantes;
A Ogum, que nos protegeu com a sua flamejante espada, defendendo-nos de todas as influências perturbadoras, anulando a maldade e fazendo predominar o Bem em todas as situações por que passamos;
A Oxóssi, que nos enviou de Suas Matas, o balsamo consolador extraído de Suas Ervas, ungindo as nossas mentes para a missão de bem fazer ao próximo;
A Iofá, pela paciência, bondade e carinho com que os seus Velhos Africanos, ajudaram-nos a manter a Paz e Harmonia o nosso Terreiro, de onde sentimos se irradiar a Felicidade para todas as almas.
Salve Rei da Umbanda Arcanjo Miguel!
Salve os Arcanjos Gabriel e Rafael!
Salve o Tubixaba e os Morubixabas do Primado de Umbanda!
Salve a Umbanda!
Permiti nosso Pai Tupã, que em Vosso sagrado nome, demos por encerrados os trabalhos espirituais realizados neste Terreiro.
Que assim seja!
ORAÇÃO DE ABERTURA TRABALHOS
Que do Oriente, Xangô-Caô, com seus profundos e místicos ensinamentos, vele por todos nós e pelos nossos trabalhos, dando-lhes a mais absoluta firmeza e segurança;
Que o bondoso e sacrossanto coração de nossa Mãe Oxum ajude-nos a extrair do nosso íntimo, o fel dos maus instintos;
Que Iemanjá, dispondo de poderosas Forças de Purificação, permita que as suas Sagradas Águas venham lavar as impurezas dos nossos corações;
Que Xangô, do alto de sua Pedreira, nos mande a faísca dum raio luminoso, a fim de podermos tratar com serenidade a justiça, os nossos semelhantes;
Que Ogum, com a sua gloriosa espada nos proteja e nos defenda de qualquer influência perturbadora ou maléfica, fazendo o Bem predominar sempre onde quer que estejamos;
Que Oxóssi, das profundezas das Matas nos envie, conjuntamente com as suas Ervas, o Bálsamo da Consolação, tornando bem esclarecidas as nossas Mentes, na missão de bem fazer ao próximo;
A Iofá pedimos que a bondade, a paciência e o carinho de seus Velhos Africanos venham ajudar-nos a manter a Paz e Harmonia o nosso Terreiro, fazendo-nos sentir a felicidade inundar todas as almas.
Salve o Rei da Umbanda, Arcanjo Miguel!
Salve os Arcanjos Gabriel e Rafael!
Salve o Tubixaba e os Morubixabas do Primado de Umbanda!
Salve a Umbanda!
Permiti nosso Pai Tupã, que vem em Vosso sagrado nome, iniciemos os trabalhos espirituais que vão realizar-se neste Terreiro.
Que assim seja!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Incorporação
MODELOS SIMBÓLICOS
Este artigo já apresentou a definição da incorporação, os corpos existentes e suas interações e a definição geral de mediunidade. Tudo isso para introduzir conceitos que daqui para frente serão necessários para melhor compreensão dos mecanismos envolvidos na incorporação.
Serão apresentados quatro modelos que tentam explicar, por comparação simbólica o fenômeno da incorporação e para efeito didático, não será abordado neste momento o grau de consciência que existe no médium.
Estes modelos são meras hipóteses que procuram explorar qual seria a complexidade existente nos mecanismos da mediunidade de incorporação.
Em seguida, será discutido qual ou quais dos modelos melhor se adequariam ao processo de incorporação.
O fantoche
A marionete
A luva
O ventríloco
8.1.1. Incorporação
MODELO O FANTOCHE
Este modelo simboliza a interação entre a (a) entidade manifestante, (b) o médium, (c) seus corpos e (d) as energias manipuladas.
(a) A entidade seria representada pelas mãos humanas da figura ao lado, simbolicamente na parte superior (maior elevação espiritual). Ela é quem faz o fantoche (o corpo do médium) movimentar-se de acordo com sua vontade, inteligência e capacidade.
(b) O médium fica à mercê da vontade da entidade, obedecendo-a mecanicamente.
(c) Os corpos do médium são representados pelo fantoche e sua sombra. O fantoche é o corpo físico e a sombra seria o perispírito afastado.
(d) As energias seriam os fios que unem os chacras da entidade e os corpos do médium. Essas energias fariam contato entre entidade e os chacras, plexos e órgãos do médium.
8.1.2. Incorporação
MODELO A MARIONETE
Este modelo simboliza a interação bem mais próxima entre (a) a entidade manifestante, (b) o médium, (c) seus corpos e (d) as energias manipuladas.
(a) A entidade seria representada pela mão humana da figura ao lado, ela é quem faz a marionete (o corpo do médium) movimentar-se de acordo com sua vontade, inteligência e capacidade, para tanto, ela "entra" com o seu corpo espiritual, no corpo físico do médium.
(b) O médium fica à mercê da vontade da entidade, obedecendo-a mecanicamente
(c) Os corpos do médium são representados pela marionete. A marionete é o corpo físico e a parte cinza seria o perispírito.
(d) As energias estariam no ponto de contato entre a mão (entidade) e os corpos do médium.
8.1.3. Incorporação
MODELO A LUVA
Este modelo simboliza a interação bem mais próxima entre a (a) entidade manifestante, (c) o corpo físico do médium e (d) as energias manipuladas.
(a) A entidade seria representada pela mão humana da figura ao lado que ocupa o interior da luva, ela é quem faz a luva (o corpo do médium) movimentar-se de acordo com sua vontade, inteligência e capacidade, para tanto, ela "entra" com o seu corpo espiritual, no corpo físico do médium. A mão seria a inteligência e a luvas o meio pelo qual a mão se manifesta.
(b) O médium fica à mercê da vontade da entidade, obedecendo-a mecanicamente
(c) O corpo físico do médium é representado pela luva que se molda à vontade do espírito manifestante.
(d) As energias seriam manipuladas no espaço existente entre a mão e a luva, ou seja, haveria uma interação energética muito próxima entre espírito comunicante e corpo físico do médium.
8.1.4. Incorporação
MODELO O VENTRÍLOCO
Este modelo simboliza a interação próxima entre a (a) entidade manifestante, (b) o médium, (c) seus corpos e (d) as energias manipuladas.
(a) A entidade seria representada pelo ventríloco que se coloca logo atrás ao corpo físico. Ela colocaria uma de suas mãos (simbolizando certo controle motor) por dentro do corpo físico, exercendo sobre ele, sua vontade.
(b) O médium fica à mercê da vontade da entidade, obedecendo-a mecanicamente
(c) O corpo físico do médium é representado pelo boneco que recebe comandos motores, se movimentando de acordo com a vontade do espírito atuante.
(d) As energias estariam transitando entre o ventríloco (espírito) e o boneco (corpo físico).
8.2. Incorporação
ANALISANDO CADA MODELO
A partir dos modelos hipotéticos apresentados, em que cada um propõe, por meio de simbologia comparativa, explicar o fenômeno da incorporação, este artigo pretende abordar cada modelo determinando pontos favoráveis e desfavoráveis de cada um deles
8.2.1. Incorporação
ANALISANDO CADA MODELO
O fantoche
Este modelo tem como ponto favorável o fato de explicar tanto o fenômeno mediúnico da incorporação (espírito desencarnado manifestado num corpo físico) quanto o outro fenômeno mediúnico denominado de Transe (Orixá manifestando suas características através do uso de um corpo físico) – este fenômeno será abordado em outro tópico, como apêndice, neste artigo para efeito de diferenciação entre incorporação e transe.
Neste modelo não há a "entrada" do espírito no corpo físico do médium, há apenas o uso à distância do corpo físico através da manipulação e ligação energética de duas personalidades (entidade e médium) por meio dos chacras, plexos e órgãos.
Por outro lado, essa distância existente propicia possíveis problemas de comunicação e controle por parte da entidade manifestante, que teria dificuldades em dominar toda a complexidade do fenômeno. Sendo assim, a participação do médium seria fundamental, apesar de afastado ligeiramente, teria ainda certo controle sobre seu corpo físico.
Não havendo a entrada da entidade, não haveria problema para explicar o fato que um corpo físico foi feito apenas para um espírito encarnante. Entretanto, o fenômeno seria equivocadamente chamado de incorporação, já que de fato não existe a incorporação física ou entrada no corpo físico pela entidade.
8.2.2. Incorporação
ANALISANDO CADA MODELO
A marionete
Este modelo tem como ponto principal o fato de mostrar que o espírito manifestante "entra" no corpo físico do médium enquanto que este está afastado. Também demonstra, neste modelo, que as feições faciais e os movimentos motores do corpo físico, passam a ser da entidade.
Como ponto desfavorável, este modelo não consegue explicar que o que acontece entre os momentos de afastamento do médium (e sua posterior perda de controle motor) e a aproximação da entidade (e seu posterior domínio sobre os controles motores do corpo físico "emprestado" ).
Tal instante (ou gap) poderia levar à queda do corpo físico ao chão. Também, como fator desfavorável, este modelo contrapõe-se em relação de que um corpo físico só pode ser habitado pelo espírito "dono" e mais ninguém.
8.2.3. Incorporação
ANALISANDO CADA MODELO
A luva
Este modelo tem como característica mostrar que o espírito manifestante "entra" no corpo físico do médium enquanto que este está afastado. Também demonstra, neste modelo, que as feições faciais e os movimentos motores do corpo físico, passam a ser da entidade, significando que o controle é maior do que no modelo Fantoche.
Como ponto desfavorável, este modelo não consegue explicar que o que acontece entre os momentos de afastamento do médium (e sua posterior perda de controle motor) e a aproximação da entidade (e seu posterior domínio sobre os controles motores do corpo físico "emprestado" ).
Tal instante (ou gap) poderia levar à queda do corpo físico ao chão. Também, como fator desfavorável, este modelo contrapõe-se em relação de que um corpo físico só pode ser habitado pelo espírito "dono" e mais ninguém.
8.2.4. Incorporação
ANALISANDO CADA MODELO
O ventríloco
Assim como o modelo Fantoche, este modelo tem como característica demostrar que o espírito manifestante não "entra" no corpo físico do médium enquanto existe a incorporação. Ele atua através da ligação chacra-chacra (espírito e médium) dominando de modo imparcial o controle motor do corpo físico. O modelo também sugere que a transmissão do pensamento da entidade através do aparelho fonético do corpo físico do médium é feita como se a entidade estivesse "ditando" as palavras para a mente do médium e este transmitiria isso pela fala, caracterizando que mais de uma modalidade mediúnica estaria presente durante a incorporação: a irradiação intuitiva.
Como ponto desfavorável, este modelo demonstra que a entidade teria controle parcial sobre o corpo físico do médium e nem mesmo as expressões faciais estariam fielmente representando a vontade da entidade.
8.3. Incorporação
CONCLUSÕES PARCIAIS
Pôde-se observar que os modelos hipotéticos não explicam totalmente o fenômeno da incorporação, uma vez que o elemento "grau de consciência mediúnica" não foi considerado neste momento, para efeito de compreensão. Também, esses modelos servem apenas para uma comparação simplista de um processo bem mais complexo que é a incorporação.
Se alguns modelos estiverem mais próximos da realidade que os outros, isso vai depender do nível de interação entidade-médium. Se os modelos Fantoche e Ventríloco forem os mais realistas, pode-se afirmar que não existe a incorporação (entrada do corpo epiritual da entidade no corpo físico do médium), entretanto, como se explicaria as mudanças comportamentais e físicas no corpo físico do médium?
Para responder a esta pergunta, a partir de agora será abordado o tema "grau de consciência mediúnica".
9. Grau de Consciência Mediúnica
Grau de consciência mediúnica, como definição, é a medição da capacidade do médium sentir, presenciar e participar, de modo consciente (ter ciência de que algo ocorre), de um processo mediúnico e isso depende de inúmeros fatores.
Esta medição tem a seguinte macro-escala:
• Consciência Total
• Semi-consciência ou Consciência Parcial ou Semi-inconsciê ncia
• Inconsciência Total
Nesta macro-escala de consciência, há variantes que determinam estágios intermediários entre um e outro grau, isto é, existem processos de incorporações situados em um ou outro grau de consciência dependendo de diversos fatores influenciadores sobre o fenômeno mediúnico. Estes fatores serão abordados adiante.
Pode-se perceber que não existe uma linha divisória exata entre os três principais graus de consciência, mas sim há interpolação ou interação entre um e outro grau de consciência (zona de interação).
O dado sobre o percentual apresentado, na figura, foi colhido através da observação do fenômeno sobre o próprio autor e sobre outros médiuns, através da pesquisa de campo ao longo dos anos e de informações colhidas em livros que se dedicaram, de modo sério e metódico, ao assunto.
Percebe-se, portanto, que a maioria das manifestações mediúnicas da incorporação está situada próxima a um grau maior de consciência. Esta afirmação não quer dizer o mesmo que há mais médiuns conscientes do que inconscientes, quer dizer sim que a maioria dos médiuns tem mais incorporações próximas da consciência total do que das inconscientes.
De 85 a 95% de todas as incorporações que ocorrem há certo grau de consciência envolvida, isto é, o médium neste momento está interagindo nas incorporações.
Com isso o artigo quer afirmar que não é o médium que detém o grau de consciência, mas quem detém ou determina isso é o complexo conjunto de fatores envolvidos no fenômeno da incorporação (médium, energias, ambiente, entidade).
Retirado do site: TUCT - TEMPLO DE UMBANDA CABOCLO TUP
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Mediunidade em seus diferentes aspectos - Ressureição... Reencarnação...
Pai Ronaldo Linares
Em que acredita o espiritualista?
A pedra angular da Umbanda e de todo o Espiritismo (ou espiritualismo) é a de que existirá sempre uma vida após outra vida, ou melhor, quando nos separamos de nosso corpo físico pela passagem (morte) para o plano espiritual, apenas o nosso corpo físico se desfaz, nossa alma, liberta de seu material invólucro, prossegue sua existência. A isto, se sucede uma nova existência, um novo nascimento após a completa triangulação, nesta ou em outras formas de vida, neste ou em outro planeta. A cada novo nascimento, depois de um novo período de amadurecimento, outra vez a senilidade e finalmente, a morte, liberando o espírito, até que este possa perder totalmente sua individualidade para fazer parte do conhecimento total, a essência da verdade, que é Deus.
Deferindo totalmente da crença católica, de que após a morte física, o destino da alma é a total aventurança; um período intermediário em que o espírito é punido por pequenos erros; e finalmente, uma eternidade de provações e de castigos aplicáveis àqueles espíritos considerados maus ou inferiores semeadores do mal; em outras palavras: o Céu, o Purgatório e o Inferno, onde os espíritos aguardarão a ressurreição. Isto é, crêem os católicos, que um dia voltarão a ressurgir com os mesmos aspectos físicos de antes da morte, no dia do "Juízo Final". Seria mais ou menos como retornar ao antigo corpo, que voltaria a ter o mesmo aspecto de antes da morte.
Reencarnação, ao contrário, é o renascimento dessa mesma alma, em outro corpo preparado, ou concebido, para esse fim. Em outras palavras, a morte é uma renovação. É preciso que se morra para que se possa renascer.
Pelo exposto acima, vemos que, entre uma encarnação e outra, o espírito que, em tempo algum deixou de existir, pode de alguma forma se comunicar com os encarnados e, através de alguns encarnados, pode até mesmo servir-se de seus corpos físicos nessas comunicações. A estes, nós chamamos de Médiuns.
Então, o que é Mediunidade?
É a faculdade que determinados indivíduos possuem, de poderem captar vibrações espirituais. Ou ainda, mais dirtamente no que se relaciona a Umbanda, mediunidade é a faculdade que determinados indivíduos têm de poderem até mesmo emprestar seu corpo físico a um espírito desencarnado.
São várias as formas de mediunidade e, no decorrer deste trabalho, nós estudaremos as principais, mas antes, seria interessante esclarecer um problema com que se defronta quase a totalidade dos neófitos na Umbanda, e que consiste no fato de que muitas vezes o Médium tem pleno conhecimento do que ocorre quando incorporado, chegando mesmo, às vezes, a criar uma dúvida angustiante, gerando perguntas, tais como:"Como eu posso ser médium, se eu sei tudo o que a entidade diz ou faz"? ou ainda: "Foi a entidade, ou fui eu quem disse, ou fez algo quando incorporado"?
Isso acontece principalmente porque criou-se, dentro das diferentes doutrinas espíritas ou espiritualistas, um verdadeiro tabu: o de que só é Médium (como o próprio nome diz, o meio de que se servem os espíritos para suas comunicações), aquele que não tem consciência do que ocorre durante a incorporação. E isto não se resume apenas aos neófitos. Átila Nunes, em seu livro "Antologia da Umbanda", pergunta: "Haverá médiuns inconscientes?"
Onde está então a verdade?
Via de regra, quase todo médium passa por diferentes estágios durante seu desenvolvimento mediúnico. Geralmente, as primeiras manifestações ocorrem em estado de inconsciência, depois, quando se inicia o desenvolvimento, o Médium passa por um período de quase total consciência e, posteriormente, à medida que a entidade se adapta e o constante exercício da incorporação, tornam o médium melhor adaptado às suas funções. O Médium passa primeiro por um estado de semiconsciência, isto é, não consegue se lembrar de detalhes, como se tudo tivesse ocorrido num sonho, como se estivesse vendo através da névoa, ou depois de ter abusado do álcool, para depois então, tornar-se totalmente inconsciente. Embora conheçamos não poucos bons Médiuns que sempre foram totalmente inconscientes, enquanto outros, não menos eficientes, nunca conheceram em sua plenitude a inconsciência.
Para melhor facilidade de compreensão, vamos ilustrar da seguinte forma:
Faça de conta que o Médium é um automóvel e o seu espírito é o motorista (que o conduz). Imagine agora, que um outro motorista que não tem mais seu automóvel (o corpo físico), peça ao primeiro para usar o seu, mas com a condição de que o primeiro participe do passeio, ou viagem. Então, o motorista (proprietário do automóvel) empresta seu carro para o outro e senta-se no local destinado ao passageiro. Como o mesmo não sabe de que forma o outro dirige, durante algum tempo até se certificar da habilidade do outro motorista, ele viajará apreensivo, pois cada erro notado será um arranhão em seu patrimônio. Se o segundo motorista avança um sinal, será o primeiro quem levará a multa, ou se arriscará a sofrer danos em seu veículo. Todavia, se após algum tempo de viagem, o primeiro constata que o segundo motorista é cuidadoso, que não comete imprudências e zela pelo seu veículo, poderá até se distrair, observar a paisagem e, ao final da viagem, embora naturalmente cheguem juntos, o primeiro por haver se distraído, não saberá citar com certeza todos os detalhes do caminho e, quando mais tarde, partirem para outros passeios mais longos, fatalmente acabará por se abandonar no banco do carro, adormecendo. Naturalmente que no final dessa viagem, nã terá nenhuma recordação do que aconteceu enquanto dormia, embora não houvesse, em tempo algum, se ausentado do veículo, e tivessem chegado exatamente juntos ao final da viagem.
O primeiro caso mencionado, é o do Médium Consciente, que em início de desenvolvimento não consegue se entregar por inteiro à entidade, trabalhando a maior parte das vezes, irradiado, sem uma total e completa incorporação;
O segundo caso, aplica-se ao Médium que, depois de alguns anos de trabalhos constantes, quando mesmo tendo sido considerado sempre como Médium Consciente, lembra-se apenas parcialmente dos fatos ocorridos durante o transe mediúnico, não conseguindo fixar-se nos detalhes;
O terceiro caso citado, é do Médium que, atingindo uma total identificação vibratória com a entidade, pode abandonar-se, permitindo então, o mais absoluto controle de seu corpo e de sua mente pela entidade incorporante. Resultando disto, não conseguir lembrar-se absolutamente de nada do que lhe aconteceu durante a incorporação.
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Pai Géro
C.E.U. - ESPERANÇA
Centro Espiritualista de Umbanda Esperança
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